Melhoramento genético, VANTAGENS E DESVANTAGENS
TIPOS DE CRUZAMENTOS
Uso de touros F1 - a utilização deste esquema de cruzamentos, quer seja em sistema de cruzamento simples, quer seja em sistema rotacionado, resultará em nível de heterozigose inferior àqueles obtidos com reprodutores puros. No entanto, para condições onde o uso de inseminação artificial não é aconselhável ou desejável, e a utilização de monta natural com touros europeus puros é inviável, sua utilização pode ser apropriada. Além disto, possibilita uso máximo de heterose para fertilidade de machos superando problemas de baixa libido e avançada idade à puberdade, comuns em raças indianas. É de fácil manejo, flexível quanto a troca de raça européia para eventuais ajustes para adaptação às condições de mercado ou de produção.
Formação de populacões compostas - o desenvolvimento de programas de cruzamento com este objetivo teve grande impulso há 4-6 décadas, e hoje tem sido retomado dentro de uma nova visão, e com novas bases, em função de evidências experimentais obtidas, principalmente pelo MARC em Nebraska, USA. Tais resultados confirmam que, em gado de corte, a retenção de heterose está associada à retenção de heterozigose. Assim, raças constituídas pela combinação de outras, também poderiam reter altos níveis de heterose, tanto materna quanto individual. Possivelmente, haverá ainda, como benefício adicional, heterose para fertilidade de machos. Esta opção é uma alternativa à complexidade apresentada pelos cruzamentos rotacionados. Após a formação da população composta desejada, o manejo é idêntico àquele para rebanho puro e, como tal, pode ser também utilizado em pequenos rebanhos.
É importante salientar, no entanto, que para se evitar consangüinidade na população formada e, manter altos níveis de heterozigose, faz-se necessário ampla base genética para cada uma das raças envolvidas, ou seja, os representantes de todas as raças envolvidas na formação da composta devem ser animais provenientes ou filhos de um grande número de touros geneticamente diferentes.
Cruzamento terminal - também chamado cruzamento industrial, possibilita uso máximo da heterose e da complementariedade. Além disto, viabiliza grande flexibilidade na escolha da raça terminal, o que garante rápidos ajustes a demandas de mercado ou a imposições do sistema de produção. É um esquema vantajoso para produção de animais a serem terminados em condições favoráveis, principalmente no que se refere a alimentação, como pastagens de boa qualidade ou confinamento, uma vez que este cruzamento resulta em animais que apresentam altas taxas de ganho e altos pesos à terminação. No entanto, pelo fato de se abater fêmeas, é de aplicação limitada na pecuária como um todo. Além disto, é importante, neste caso, ressaltar que apesar de o uso de fêmeas F1 possibilitar usufruir dos benefícios da heterose materna, ao se utilizar estas fêmeas para acasalamento com touros terminais, faz-se necessário manter parte do rebanho total de fêmeas como rebanho puro. Isto tem a finalidade de produzir fêmeas de reposição, tanto para produção das F1s quanto para a substituição das puras.
Rotacionado terminal - neste caso, 45-50% das fêmeas são acasaladas em um sistema rotacionado com a finalidade de se produzir fêmeas de reposição. As fêmeas restantes, as mais velhas, são acasaladas com touro terminal. Este esquema combina as vantagens de altos níveis de heterose do sistema rotacionado com as vantagens da complementariedade advindas do touro terminal. É, no entanto, um esquema complexo, exigindo grande capacidade gerencial e boa mão-de-obra.
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