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  • domingo, 12 de dezembro de 2010

    Metanol, Biocombustivel








    Metanol, também conhecido como álcool metílico, é um álcool obtido a partir da mistura de carvão e água. 
    De fórmula molecular CH3OH, este composto é muito usado em processos industriais, constitui matéria-prima de polímeros (plásticos) e é solvente na obtenção de produtos farmacêuticos. 



    A fórmula estrutural demonstra a presença da hidroxila (em vermelho) ligada a um único carbono. Propriedades físicas do metanol: 

    Temperatura de fusão (T.F): - 97°C 
    Temperatura de ebulição (T.E): 64,0°C 
    Solubilidade em água: totalmente solúvel. 

    O metanol já foi empregado temporariamente como combustível no Brasil, mas seu uso para esta finalidade foi extinto devido à sua ação corrosiva e efeitos tóxicos. O Etanol estava em falta na época, mas foi retomando o mercado gradativamente, e com isso dispensou o uso do metanol. 

    No Brasil, o metanol foi utilizado durante uma época em substituição temporária ao álcool, em virtude de uma grande falta deste produto no mercado, porém hoje em dia, por ser extremamente tóxico, o metanol já não é mais utilizado como combustível para carros comuns, mas nas corridas automobilísticas ele ainda é empregado e permite uma combustão mais rápida, o que implica em maior potência ao motor. 

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    sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

    Álcool Absoluto, Biocombustivel



    O álcool é um composto orgânico formado por um ou mais grupos oxidrila (OH) ligado a átomos de carbono saturados. Os álcoois mais comuns no nosso cotidiano são o metanol e o etanol, sendo empregados  como combustíveis e reagentes químicos. O etanol combustível é obtido, principalmente, por meio da fermentação da cana-de-açúcar.

    O processo utilizado durante a produção do álcool pode gerar substâncias com maior ou menor teor de concentração. A destilação simples ou fracionada de etanol e água resulta numa concentração máxima de 95%.

    Já o álcool absoluto, também chamado de álcool puro, é oriundo da destilação de etanol e o tratamento com benzeno, fato que proporciona uma substância altamente concentrada: 100% ou próximo disso. Essa substância é incolor e seu estado físico é o líquido.

    Esse produto é altamente inflamável e, caso derramado sobre o solo, pode causar a contaminação do lençol freático. O álcool absoluto deve ficar fora do alcance de crianças, e a forma adequada de armazenamento é em tanques metálicos aterrados e protegidos contra descargas atmosféricas.

    Em virtude da sua alta concentração, o álcool absoluto possui um valor comercial muito superior ao álcool comum. Sua utilização é restrita, sendo empregado no preparo de fórmulas farmacêuticas e de cosméticos.

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    quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

    biogás, Biocombustivel



     biogás é um combustível gasoso com um conteúdo energético elevado semelhante ao gás natural, composto, principalmente, por hidorcarbonetos de cadeia curta e linear. Pode ser utilizado para geração de energia elétrica, térmica ou mecânica em uma propriedade rural, contribuindo para a redução dos custos de produção. No Brasil, os biodigestores rurais vêm sendo utilizados, principalmente, para saneamento rural, tendo como subprodutos o biogás e o biofertilizante.
    O desenvolvimento de tecnologias para o tratamento e utilização dos resíduos é o grande desafio para as regiões com alta concentração de produção pecuária, em especial suínos e aves. De um lado a pressão pelo aumento do numero de animais em pequenas áreas de produção, e pelo aumento da produtividade e, do outro, que esse aumento não provoque a destruição do meio ambiente. A restrição de espaço e a necessidade de atender cada vez mais as demandas de energia, água de boa qualidade e alimentos, têm colocado alguns paradigmas a serem vencidos, os quais se relacionam principalmente à questão ambiental e a disponibilidade de energia.
    O aspecto energia é cada vez mais evidenciado pela interferência no custo final de produção sendo, tanto para a suinocultura como para a avicultura, uma vez que as oscilações de preço podem reduzir a competitividade do setor.
    Ressalta-se que a recente crise energética e a alta dos preços do petróleo tem determinado uma procura por alternativas energéticas no meio rural (Lucas Junior, 1994).
    O processo de digestão anaeróbia (biometanização) consiste de um complexo de cultura mista de microorganismos, capazes de metabolizar materiais orgânicos complexos, tais como carboidratos, lipídios e proteínas para produzir metano (CH4) e dióxido de carbono (CO2) e material celular (Lucas Junior, 1994; Santos, 2001). A digestão anaeróbia, em biodigestores, é o processo mais viável para conversão dos resíduos de suínos e aves, em energia térmica ou elétrica.
    A presença de vapor d’água, CO2 e gases corrosivos no biogás in natura, constitui-se o principal problema na viabilização de seu armazenamento e na produção de energia. Equipamentos mais sofisticados, a exemplo de motores a combustão, geradores, bombas e compressores têm vida útil extremamente reduzida. Também controladores como termostatos, pressostatos e medidores de vazão são atacados reduzindo sua vida útil e não oferecendo segurança e confiabilidade. A remoção de água, CO2, gás sulfidrico, enxofre e outros elementos através de filtros e dispositivos de resfriamento, condensação e lavagem é imprescindível para a confiabilidade e emprego do biogás.

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    quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

    Etanol, Biocombustivel

    O Etanol (Álcool Etílico) é um líquido incolor obtido através da fermentação de açúcares e é encontrado em bebidas como cerveja, vinho e cachaça e também utilizado na fabricação de perfumes. No Brasil uma das maiores utilizações do etanol é como combustível em motores de explosão. É o álcool mais comumente utilizado.


    Os álcoois pertencem a um grupo de substâncias orgânicas que possuem em sua estrutura um (ou mais) substituintes hidroxilo (-OH) ligados a átomos de carbono com hibridação do tipo sp³.

    Etanol pertence à classe dos álcoois, isto significa que é um composto orgânico que apresenta o grupo funcional hidroxila (-OH) preso a um ou mais carbonos saturados. 
     
    Fórmula do etanol

    A produção de etanol é feita a partir da cana-de-açúcar e obedece aos seguintes procedimentos: 

    1. Moagem da cana: A cana passa por um processador, nessa etapa obtém-se o caldo de cana, também conhecido como garapa que contém um alto teor de sacarose, cuja fórmula é: C12H22O11

    2. Produção de melaço: O produto obtido no primeiro passo (garapa) é aquecido para se obter o melaço, que consiste numa solução de 40% (aproximadamente), em massa, de sacarose. O açúcar mascavo é produzido quando parte dessa sacarose se cristaliza. 

    3. Fermentação do melaço: Neste momento, é acrescentado ao melaço fermentos biológicos, como a Saccharomyces, que é um tipo de levedura que faz com que a sacarose se transforme em etanol. A ação de enzimas é que realiza esse trabalho. Após esse processo, se obtém o mosto fermentado, que já contém até 12% de seu volume total em etanol. 

    4. Destilação do mosto fermentado: Aqui o produto, no caso o mosto, vai passar pelo processo de destilação fracionada e vai dar origem a uma solução cuja composição será: 96% de etanol e 4% de água. Existe uma denominação que é dada em graus, é o chamado teor alcoólico de uma bebida. No caso do etanol é de 96° GL (Gay-Lussac). 

    O etanol é usado para a fabricação de bebidas e como combustível. No Brasil, a maior parte da produção de etanol é para a indústria de combustíveis. Essa preferência é pelo fato de o etanol não produzir dióxido de enxofre quando é queimado, ao contrário da gasolina que polui a atmosfera. 

    Importante: existe uma grande preocupação com o consumo excessivo de bebidas alcoólicas. Descobertas na ciência relatam os perigos da ingestão de grandes quantidades de álcool, que pode ocasionar danos irreversíveis ao cérebro, ao fígado e ao coração.

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    sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

    Biodiesel, Biocombustíveis


    Desde os anos 1980, existem estudos na área do governo visando a produção do biodiesel como aditivo ou substituto do óleo diesel. Também são antigas as experiências privadas no mesmo setor.

    Desde os anos 1980, existem estudos na área do governo visando a produção do biodiesel como aditivo ou substituto do óleo diesel. Também são antigas as experiências privadas no mesmo setor. Mas foi o atual governo que realmente assumiu o compromisso com esse produto, dentro da percepção de que a agroenergia representa um novo paradigma agrícola para o mundo, com potencial de mudar a geopolítica planetária.

    Há grandes diferenças entre o álcool e o biodiesel. Boa parte dessas diferenças se deve à enorme quantidade de matérias-primas para o biodiesel: desde sebo bovino e outros resíduos orgânicos até as fontes mais conhecidas, de origem agrícola, que também podem ser divididas em grãos e palmáceas. Entre os grãos, estão a soja, a mamona, o girassol, o pinhão-manso, o amendoim, o algodão, o nabo forrageiro e diversos outros.

    E o biodiesel gerado por cada uma tem diferentes características, dificultando a padronização. Entre as palmáceas, a grande vedete hoje é o dendê -ou óleo da palma- e há espaços para outras no futuro, como é o caso da macaúba.

    Os grãos chegam a produzir até mil quilos de óleo por hectare, e o dendê produz seis vezes mais. O problema é que o dendê demora quatro anos para começar a produzir, e os grãos são anuais.

    Mas é evidente que, uma vez em produção, o dendê tem vantagens comparativas espetaculares, até porque o custo de implantação da planta só se dá uma vez, ao contrário dos grãos, semeado todos os anos.

    Mais ainda: com tal diferença, o dendê demandaria um quarto da terra destinada aos grãos. E com duas vantagens: pode ser cultivado por pequenos produtores, como os da agricultura familiar, e se constitui em excelente alternativa para recuperação de áreas degradadas da região amazônica.

    Essa planta, com habitat em regiões de clima equatorial chuvoso, teve sua variedade comercial mais conhecida -a Elaeis guineenses- desenvolvida nas estações experimentais francesas da Costa do Marfim e, quando a Embrapa, em 1980, criou seu Centro de Pesquisas na Amazônia, foi trazida ao Brasil. De lá para cá, os excelentes técnicos da Embrapa passaram a buscar espécies nativas da região amazônica, criando assim um banco de germoplana, do que se originaram cruzamentos com a variedade africana, resultando em variedades híbridas superiores, resistentes até a doenças sérias, como o "amarelamento fatal".

    Tem sido discutida a possibilidade de reflorestar áreas degradadas da região, seja de floresta cortada, seja de pastagens abandonadas, com palmáceas como o dendê, nativas ou exóticas.

    Surgiu então uma reação de setores afins, contra o uso das variedades híbridas, sob a alegação de que tal recomposição se trata de passivo ambiental e que obrigatoriamente essas áreas devem ser reconstituídas com variedades nativas originais, não importando o resultado econômico da atividade. Nesse caso, os híbridos são considerados exóticos. E o plantador teria que se submeter a essa regra, mesmo com prejuízo.

    O assunto está no Congresso Nacional, ora em vias de apreciar o projeto de lei nº 6.424/05, que definirá a questão.

    Mas tal definição deve encarar o "casamento" eco-eco, isto é, cuidar da ecologia com visão econômica, como forma de dar sustentabilidade ao povo da região. Afinal, há maior maravilha híbrida e totalmente nacional do que nossas mulatas e mulatos? 

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    quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

    Biomassa



    Biomassa
    A busca por alternativas eficazes de produção e distribuição de energia é um elemento essencial para o ser humano, principalmente na atual sociedade, onde os modos de consumo se intensificam a cada dia. Diante dessa dependência de recursos energéticos, surge a necessidade de diversificar a utilização das fontes energéticas.
    Atualmente, o petróleo é a principal substância empregada na geração de energia, porém, a biomassa é uma fonte utilizada bem antes da descoberta do “ouro negro”. O homem utiliza a lenha como fonte energética desde o início da civilização. Portanto, a biomassa faz parte da história da humanidade como fonte de energia.
    A biomassa é um material constituído principalmente de substâncias de origem orgânica, ou seja, de animais e vegetais. A energia é obtida através da combustão da lenha, bagaço de cana-de-açúcar, resíduos florestais, resíduos agrícolas, casca de arroz, excrementos de animais, entre outras matérias orgânicas.
    Essa fonte energética é renovável, pois a sua decomposição libera CO2 na atmosfera, que, durante seu ciclo, é transformado em hidratos de carbono, através da fotossíntese realizada pelas plantas. Nesse sentido, a utilização da biomassa, desde que controlada, não agride o meio ambiente, visto que a composição da atmosfera não é alterada de forma significativa.
    Entre as principais vantagens da biomassa estão:
    - Baixo custo de operação;
    - Facilidade de armazenamento e transporte;
    - Proporciona o reaproveitamento dos resíduos;
    - Alta eficiência energética;
    - É uma fonte energética renovável e limpa;
    - Emite menos gases poluentes.
    Porém, o seu uso sem o devido planejamento pode ocasionar a formação de grandes áreas desmatadas pelo corte incontrolado de árvores, perda dos nutrientes do solo, erosões e emissão excessiva de gases.
    A utilização da energia da biomassa é de fundamental importância no desenvolvimento de novas alternativas energéticas. Sua matéria-prima já é empregada na fabricação de vários biocombustíveis, como, por exemplo, o bio-óleo, BTL, biodiesel, biogás, etc.

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