quinta-feira, 26 de agosto de 2010

máquina de baixo custo para beneficiamento de mamona

máquina de baixo custo para beneficiamento de mamona


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Foto Embrapa
Embrapa Algodão desenvolve máquina de baixo custo para beneficiamento de mamona

A necessidade de elevada quantidade de mão-de-obra e o alto custo dos equipamentos tem representado dois grandes gargalos no cultivo e beneficiamento da mamona no Nordeste. Visando atender à demanda dos pequenos agricultores de mamona da região, a Embrapa Algodão em parceria com o Banco do Nordeste e com a Metalúrgica Barros, em Campina Grande (PB), desenvolveu uma pequena máquina para o descascamento da mamona.

O protótipo tem o mesmo princípio de descascamento das beneficiadoras de maior porte. A vantagem é que por ser acionado manualmente, através da rotação promovida por pedais de uma bicicleta, possui um baixo custo de confecção – sem a bicicleta, fica em torno de R$ 500,00 reais. O equipamento, que foi demonstrado no IV Congresso Brasileiro de Mamona, no início do mês de junho, deverá ser validado junto aos produtores em setembro próximo, no período da colheita da mamona.

O pesquisador da Embrapa Algodão, Odilon Reny, um dos responsáveis pelo protótipo, destaca que esta é uma máquina simples, barata, que o pequeno produtor poderá utilizar na sua própria bicicleta. “Por ser acoplada ao protótipo, a bicicleta pode ser removida ao término do trabalho, ou seja, a mesma bicicleta que transporta o agricultor, também ajuda a descascar a mamona”, afirma.

O equipamento é fruto de uma tese de mestrado e está sendo trabalhado desde 2008. Foi construído com chapas e cantoneiras de ferro e apresenta os seguintes componentes - alimentador, sistema de descascamento (discos), sistema de acionamento (bicicleta) e descarga do material descascado. “O sistema de descascamento é promovido por meio de dois discos revestidos com borracha de 1 cm de espessura. Quando os frutos passam pela abertura entre os discos, sob ação de força centrífuga produzida pelo disco inferior e o atrito entre as borrachas e o fruto, ocorre a separação da casca da semente” diz o pesquisador. “Outra vantagem é que, devido à abertura ajustável entre os discos, ela possibilita o descascamento de todas as cultivares existentes”, complementa.

A máquina promove o descascamento de 89% de sementes da cultivar BRS Nordestina e 98,9% de sementes descascadas da cultivar BRS Energia. A capacidade de trabalho é de cerca de 74 kg/hora para a cultivar BRS Nordestina e 275,33 kg/hora para a cultivar BRS Energia. “Essa é uma máquina eficaz no processo de descascamento dos frutos de mamona apresentando valores satisfatórios exigidos pelas indústrias de extração de óleo”, conclui Odilon.


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segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Embrapa Lança Livro sobre Manejo e Conservação do Solo e da Água

Embrapa Lança Livro sobre Manejo e Conservação do Solo e da Água

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Embrapa Lança Livro sobre Manejo e Conservação do Solo e da Água

Manejo e Conservação do Solo e da Água no Contexto das Mudanças Ambientais é o nome de publicação inédita no Brasil pela sua abrangência, que será lançada pela Embrapa Solos, em Teresina (PI), no dia 11 de agosto.

Organizado pelas pesquisadoras da Embrapa Solos Ana Turetta e Rachel Prado junto com o também pesquisador Aluísio Andrade (Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado do Rio de Janeiro – Pesagro-Rio), a obra, gratuita, com 486 páginas, divididas por 27 capitulos, é disposta em cinco grandes temas: Manejo e Conservação do Solo e da Água e das Mudanças Ambientais, Expansão da Agricultura Brasileira e Relações com as Mudanças Ambientais, Novos Cenários com a Expansão da Agroenergia, Manejo e Conservação do Solo e da Água no Contexto dos Serviços Ambientais e Difusão do Conhecimento e Envolvimento da Sociedade em Manejo e Conservação do Solo e da Água.

“São mais de 50 autores, cientistas brasileiros de instituições de pesquisa, universidade, secretarias municipais…”, diz a Rachel Prado. “Esse livro não apresenta somente resultados de pesquisas, ele também é fonte para consulta de programas do governo na área. Pode ajudar muito aos tomadores de decisão”, completa.

O foco é o estado da arte do manejo de solo e água no Brasil, mas a conservação do solo ao redor do mundo também é abordada, em artigo do pesquisador do departamento de agricultura canadense Julian Dumanski.

A edição da obra teve apoio da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro e da Sociedade Brasileira de Ciência do Solo.

Serviço
Lançamento do livro Manejo e Conservação do Solo e da Água no Contexto das Mudanças Ambientais
XVIII Reunião Brasileira de Manejo e Conservação do Solo e da Água
Estande da Sociedade Brasileira de Ciência do Solo
Dia 11 de agosto, 15h
Endereço: Hotel Rio Poty, Rua Marechal Castelo Branco, 555, Ilhotas, Teresina/PI

Como adquirir
Enviar e-mail para sac@cnps.embrapa.br, ligar para (21) 2179-4507 ou escrever para SAC / Embrapa Solos / Rua Jardim Botânico, 1024 / Jardim Botânico / 22460-000 / Rio de Janeiro-RJ
O interessado terá que custear apenas a despesa de envio do livro

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domingo, 22 de agosto de 2010

Cavalo pantaneiro: resistente e adaptado

Cavalo pantaneiro: resistente e adaptado





Cavalo pantaneiro: resistente e adaptado

Uma raça única de equinos, que se adaptou como nenhuma outra ao ambiente quente e úmido e às longas distâncias da planície pantaneira. O cavalo pantaneiro tem sua origem dos cavalos Ibéricos trazidos ao Brasil na época da colonização.

Os animais introduzidos na região multiplicaram-se e formaram uma raça muito bem adaptada às condições ecológicas do Pantanal. Isto foi fruto da ação da seleção natural durante centenas de anos. Desde a implantação de fazendas no Pantanal, o cavalo pantaneiro tem sido importante para a lida do gado e como meio de locomoção para os habitantes da região.

Apesar das suas qualidades, a raça quase chegou à extinção devido a fatores como doenças e cruzamentos indiscriminados com outras raças. O trabalho feito por instituições como a Associação Brasileira de Criadores do Cavalo Pantaneiro (ABCCP), criada em 1972, evitou a extinção da raça, que hoje se encontra em estado vulnerável, o que ainda necessita de programas específicos para a sua conservação.

Um dos principais motivos para a conservação do cavalo pantaneiro é o seu valor genético. Adaptada de maneira singular às condições do Pantanal, a raça apresenta hoje uma grande utilidade no manejo do gado de corte, principal atividade econômica da região.

Valorização
A pesquisadora especialista em produção e manejo animal, Sandra Santos, da Embrapa Pantanal (Corumbá-MS), Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, revela que o homem do campo do Pantanal reconhece hoje o grande valor do cavalo pantaneiro na lida do gado. “Ele faz questão que a raça seja preservada com suas características rústicas de força e agilidade para o trabalho de campo. A beleza para exposições não é a qualidade mais valorizada por eles”, explica.

Outra qualidade da raça que tem sido muito valorizada pelos criadores é a agilidade para provas equestres, como enduro e rédeas, com exemplares pantaneiros bem colocados em competições nacionais. “Se com um número ainda pequeno de animais já conseguimos essa qualidade, num futuro próximo, com mais criadores e animais, isso será ainda melhor”.

Nos quatro leilões anuais especializados da raça – Campo Grande e Corumbá, em Mato Grosso do Sul, e Poconé e Cuiabá, no Mato Grosso, os preços alcançados por alguns exemplares têm batido recordes históricos. No leilão deste ano em Cuiabá, em julho, a égua Herança e o cavalo Debochado, astros da abertura da novela ‘Paraíso’ da Rede Globo, foram arrematados por R$ 148 mil e R$ 64 mil, respectivamente. Os preços crescentes mostram um mercado promissor e grandes chances de conservação para a raça.

Crescimento

Existem atualmente cerca de 5 mil cavalos pantaneiros puros registrados na ABCCP, com mais de 130 criadores localizados em 21 subregiões. O número total estimado de equinos no Pantanal é 100 mil, o que revela uma grande quantidade de animais mestiços, segundo Sandra Santos.

Na fazenda Nhumirim, campo experimental da Embrapa Pantanal na região pantaneira da Nhecolândia, a 160 quilômetros de Corumbá, existem atualmente 73 exemplares da raça registrados. Lá são feitas pesquisas em manejo, melhoramento genético e sanidade, com tecnologias transferidas aos produtores para conservação e aumento da qualidade da raça.

Em leilão realizado em 2008, a Embrapa Pantanal conseguiu R$ 24 mil por uma fêmea de nove meses de idade. Para a pesquisadora, o plantel da fazenda Nhumirim é valorizado pelos criadores por conta do trabalho de seleção voltado para a adaptação às condições do Pantanal e para a funcionalidade. “São 20 anos de pesquisa voltada para a seleção. Isso mostra que os produtores e fazendeiros do Pantanal estão valorizando cada vez mais animais com qualidade e procedência”, disse Sandra.

A principal ameaça ao cavalo pantaneiro hoje ainda é a anemia, que impede o registro de exemplares infectados na associação. “É importante prevenir e controlar a doença com boas práticas de manejo e pesquisas em sanidade”, diz a pesquisadora. Ela explica que o manejo adequado e a realização de exames encarecem a produção. “Mas eu creio que esse reconhecimento e valorização da raça em termos econômicos, históricos e culturais vão gerar um maior interesse de mercado e alavancar o cavalo pantaneiro”.

Adestramento
Aprender a domar e adestrar o cavalo pantaneiro para o trabalho no campo e apresentação dos exemplares nos leilões da raça, cada vez mais competitivos. Este foi o objetivo do curso de doma ministrado pelo peão autônomo Otair Leonel da Costa, na fazenda Nhumirim, de 28 de julho a 2 de agosto.

Participaram das aulas 15 peões, entre assistentes de campo da fazenda Nhumirim e peões convidados de outras propriedades vizinhas, na região da Nhecolândia. Foram seis dias de aprendizado com instruções teóricas e muita prática com os animais.

Os peões tiveram a oportunidade de observar e treinar diversas técnicas de lida com os cavalos, como casqueamento, aproximação, montaria, embocadura, selagem e gerenciamento de rédeas. Nos últimos dias de curso foram feitas simulações de apresentação em eventos de beleza e funcionalidade.

Para o coordenador dos trabalhos de campo na fazenda, Hidelberto Petzold, o curso teve um grande aproveitamento, tanto para os trabalhos com o gado quanto para apresentação em eventos. “Os eventos da raça estão cada vez mais competitivos. Com o curso, seremos capazes de apresentar nossos exemplares com maior qualidade diante da concorrência. Além disso, a performance nos trabalhos de campo vai melhorar muito”, disse.


A Embrapa Pantanal já está em processo de seleção de seus exemplares para o último leilão de elite da raça em 2009, que acontece em setembro em Corumbá.

O curso foi coordenado pela pesquisadora Sandra Santos e teve apoio do chefe geral da Unidade, Comastri Filho, e do supervisor de Campos Experimentais, Marcos Tadeu Araújo.


Mais informações:
sac@cpap.embrapa.br

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